Bastidores

Empreender: com voto do relator, adversários jogam toalha antes do fim

12 de julho de 2019 às 09h34
José Ricardo Porto, relator do processo

Foi uma tarde de julgamento no TRE da Paraíba, mas não passou ainda do voto do relator da Aije do Empreender, o desembargador José Ricardo Porto. Em síntese, o magistrado até reconheceu abuso no mérito, mas não suficiente para cassar ou decretar inelegibilidade do ex-governador Ricardo Coutinho e da vice Lígia Feliciano. Aplicou multa a gestores e ordenadores de despesas por irregularidades apontadas e deixou de reconhecer o principal da acusação do Ministério Público Federal: o uso eleitoreiro da concessão de empréstimos do programa Empreender. Uma ducha de água fria em quem esperava um voto mais contundente e capaz de decretar a inelegibilidade de Coutinho. Os advogados de defesa, Marcelo Weick e Fábio Brito, que seguraram o julgamento por quase cinco anos, começaram a partida ganhando por 1 x 0. Com pedido de vista do juiz Antônio Carneiro Júnior, outras águas ainda irão rolar no próximo dia 18. Nada que anime os adversários, que independente do restante da apreciação e dos votos dos demais juízes, já jogaram a toalha. A julgar pela reação hoje do ex-senador Cássio Cunha Lima (PSDB), interessado no desfecho: “Na Paraíba, a Justiça Eleitoral não apenas tarda, como também falha. Uma vergonha o que aconteceu ontem. É nojento”, desabafou.

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