Bastidores

Craques no camarim (por Ruy Castro)

12 de julho de 2019 às 13h00

vitória do Brasil na Copa América é a prova de que se pode jogar futebol e cuidar da cútis ao mesmo tempo. Basta haver organização. Para isso, a CBF faz um organograma de treinos adequado às visitas dos maquiadores, cabeleireiros e tatuadores à concentração. Como cada jogador tem o seu homem de confiança para certas tarefas, não é uma logística simples. O modelo, design e contorno da sobrancelha de Gabriel Jesus, por exemplo, é resultado de horas de micropigmentação, só ao alcance de um especialista.

Outra operação complexa é a depilação. Foi-se o tempo em que os craques se passavam pelos velhos presto-barba, máquina de barbeiro ou cera quente no salão da Jéssica. Hoje se usa a pistola de laser, e não se limita ao púbis e axilas —cobre todo o corpo e leva tempo. O mesmo quanto ao cabelo. Só um profissional sabe a musse adequada ao cabelo de Fagner ou Willian. E, embora a CBF forneça os podólogos, para lhes cuidar das unhas dos pés, os manicuros —não manicures— são de escolha exclusiva deles. Não é qualquer um que pode cortar, lixar e pintar as unhas das mãos de Daniel Alves, nem cuidar de seus hiponíquios, que é como passaram a se chamar as cutículas.

O branqueamento dos dentes, que pena, só pode ser feito no consultório. Mas, depois de pronto o trabalho, basta escovar os dentes com Omo, como fazem Casemiro e Firmino. E há também o problema dos brincos e piercings. Se a aplicação é simples, o difícil é o design —ouro ou prata?—, só decidido depois de muitas reuniões com os ourives da H. Stern.

Sem falar nas visitas dos alfaiates, para medir, cortar e alinhavar ternos que combinem com os bonés, tênis e mochilas que eles são obrigados a usar, por seus contratos pessoais. E dos dermatologistas, com suas receitas de hidratantes para cada tipo de pele. Etc.

Nunca foi tão difícil jogar futebol!

Folha

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NÚMERO

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