Opinião

Previdência: a hora da razão

10 de julho de 2019 às 16h04 Por Heron Cid

Quem quer mudar o tempo para a aposentadoria? Quem fica feliz em saber que pode demorar mais a contar com sua previdência? A resposta é óbvia: ninguém.

A reforma no sistema previdenciário, portanto, é sempre antipática e exige, no mínimo, coragem de precisar botar a cara para propô-la e defendê-la.

Chega a ser surpreendente que, apesar disso, a mudança em tramitação e votação hoje no Congresso divida o país e seja apoiada por metade da população, segundo atestou o DataFolha.

A reforma da Previdência é a Geni, a tábua de salvação do discurso dos adversários do atual presidente Jair Bolsonaro.

Açoitá-la, criticá-la, é tarefa fácil. Enfrentá-la não. Tanto que outros presidentes ensaiaram, mas por razões diversas, entre elas o populismo, adiaram a fatura dessa conta.

É a solução para todos os males? Claro, que não. Mas também é criminoso ignorar o rombo, o déficit e se omitir diante do risco de colapso e o segurado ficar sem seu pagamento.

Nesse ambiente, deputados votarão o texto que sofreu muitas modificações, nos pontos sensíveis e que uniram em côro até a parcela do parlamento considerada atrelada ao mercado.

BPC e aposentadoria rural, por exemplo, foram preservados.

É a reforma perfeita? Também, não. É o resultado de debates, de enfrentamentos, de concessões e de muito barulho. Como manda a democracia.

Todos vão pagar uma cota do preço, sobretudo, os empregados da iniciativa privada, o autor deste Blog incluído.

Na imperfeição, a reform é um passo de responsabilidade civil, política e social, uma previdência contra o pior. Porque a demagogia já levou o Brasil a um poço fundo demais.

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