Opinião

Seleção, o elo que ainda une um Brasil dividido

8 de julho de 2019 às 15h06 Por Heron Cid

Há pelo menos cinco anos, o Brasil está em bandas. A Nação está rachada em polos extremos.

Tudo começou com a fatídica eleição de 2014.

Foi aprofundado com o impeachment de Dilma, consolidado em 2018 na paroxística (para usar um termo venezianês) disputa que culminou com a vitória de Bolsonaro e continua em 2019, como se o pleito eleitoral não tivesse encerrado.

Palanques permanecem armados e o extremismo faz da desconstrução do adversário, do diferente, a palavra de ordem.

A nova pesquisa Data Folha traz essa constatação, com um dado a mais.

O país está dividido em três camadas: os que aprovam o governo Bolsonaro, os que desaprovam e os que acham o governo regular.

É a fotografia estatística da divisão quase exata em 33%. Este quadro está longe de ser do nível da preferência partidária, apenas. Ele aponta para divisão sobre conceitos, preferências, gostos posições e visões de mundo. A política é a manifestação mais expressiva dela.

Por tudo isso, o título do Brasil ontem na Copa América tem um significado especial. A Seleção Brasileira é um dos poucos traços que ainda é capaz de nos unir como povo.

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Na chapa

Dona Candinha sobre as últimas trapalhadas verbais do presidente:

"O filho frita hamburguer e o pai a si mesmo!"

PONTO DE INTERROGAÇÃO
Todos no PSB ficaram felizes com a aprovação do governo João Azevêdo?
NÚMERO

62,7%

Percentual dos entrevistados da pesquisa Opinião/Arapuan que julgam o governador João Azevêdo como “trabalhador”.