Opinião

Acima de tudo só os umbigos

5 de julho de 2019 às 12h04 Por Heron Cid

Um empresário se matou na frente de um governador, em Sergipe. Era um homem desesperado com o cadafalso de sua empresa quebrada e 600 de seus funcionários demitidos.

A tragédia diz muito sobre o Brasil de hoje, mergulhado em desesperança e estagnação.

O que mais assombra é o que temos diante desse caos. Enquanto o País padece, governo e oposição se digladiam em debates vazios e ideológicos, uma extensão da eleição de outubro último.

Não há um pacto mínimo em torno de temas e encaminhamentos que tirem a Nação do buraco.

Faltam consensos e sobram irresponsabilidades.

Fazer o Brasil se reencontrar não é aderir ao governo Bolsonaro. O governo ceder e dialogar com a oposição não é atestado de fraqueza.

Os dois lados têm deveres com o País. Manter o palanque armado e uma disputa histérica em nada contribui, mas fala muito dos políticos, autoridades e homens públicos.

Acima dos projetos políticos e partidários, o Brasil deveria estar acima de tudo, para usar uma parte do bordão da campanha de Bolsonaro.

Mas infelizmente, por enquanto, acima de tudo só os umbigos.

Vídeo

Repórter MaisTV: Paraíba só tem 30 km de ferrovia ativa


Ressignificando

Se a CPMF voltasse, Dona Candinha já estava pronta para traduzir a nova sigla:

"Cota Permanente para Mamar e Ferrar (CPMF)"
PONTO DE INTERROGAÇÃO
João Azevêdo diz que “há outros motivos por trás” da intervenção no PSB: quais são?
NÚMERO

57%

Percentual de ampliação dos recursos destinados para o Programa de Qualificação das Ações da Vigilância em Saúde – PQA-VS, do Ministério da Saúde, para a Secretaria de Estado da Saúde (SES), valor que saltou de R$ 700 mil para mais de R$ 1,1 milhão.