Opinião

Acima de tudo só os umbigos

5 de julho de 2019 às 12h04 Por Heron Cid

Um empresário se matou na frente de um governador, em Sergipe. Era um homem desesperado com o cadafalso de sua empresa quebrada e 600 de seus funcionários demitidos.

A tragédia diz muito sobre o Brasil de hoje, mergulhado em desesperança e estagnação.

O que mais assombra é o que temos diante desse caos. Enquanto o País padece, governo e oposição se digladiam em debates vazios e ideológicos, uma extensão da eleição de outubro último.

Não há um pacto mínimo em torno de temas e encaminhamentos que tirem a Nação do buraco.

Faltam consensos e sobram irresponsabilidades.

Fazer o Brasil se reencontrar não é aderir ao governo Bolsonaro. O governo ceder e dialogar com a oposição não é atestado de fraqueza.

Os dois lados têm deveres com o País. Manter o palanque armado e uma disputa histérica em nada contribui, mas fala muito dos políticos, autoridades e homens públicos.

Acima dos projetos políticos e partidários, o Brasil deveria estar acima de tudo, para usar uma parte do bordão da campanha de Bolsonaro.

Mas infelizmente, por enquanto, acima de tudo só os umbigos.

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"O filho frita hamburguer e o pai a si mesmo!"

PONTO DE INTERROGAÇÃO
Todos no PSB ficaram felizes com a aprovação do governo João Azevêdo?
NÚMERO

62,7%

Percentual dos entrevistados da pesquisa Opinião/Arapuan que julgam o governador João Azevêdo como “trabalhador”.