Opinião

Ricardo planando no voo nacional

27 de junho de 2019 às 11h33 Por Heron Cid
Ricardo Coutinho durante entrevista ao jornalista Mino Carta: ocupação da esquerda nacional é sua carta capital

Na Paraíba, Ricardo Coutinho já foi tudo que quis ser. Com a anuência do voto popular, claro. De vereador de João Pessoa a governador do Estado. Por estratégia, não disputou o Senado e praticamente carimbou o passaporte do companheiro de partido, Veneziano Vital (PSB).

É natural que com esse currículo e a conjuntura nacional em curso Coutinho aspire outros territórios de ocupação política. E ele tem se esmerado nesse esforço de ocupação política nacional, com certo sucesso, registre-se.

O paraibano entra no vácuo do enfraquecimento da esquerda e de líderes dela. A estratégia passa pelo comando da Fundação João Mangabeira, do PSB, e as constantes presenças em Brasília e na imprensa do sudeste. Artigos e entrevistas compõem o roteiro.

Em todas as oportunidades, Ricardo demarca terreno como líder em ascensão desse segmento, situado ao lado de Lula, e lança bases de desconstrução do governo Jair Bolsonaro. Aproveita um ingrediente a mais: no PSB, entre as grandes forças do partido na atualidade, é ele um dos mais identificados com o discurso de esquerda. Soma em seu favor o portfólio de gestor bem avaliado no seu Estado natal.

Os passos têm dado resultado. Coutinho já encontrou lugar ao sol no arco na constelação da esquerda brasileira. Não precisa mais de cartão de apresentação. Se na Paraíba enfrenta turbulências, no voo nacional que decolou ele segue planando.

Vídeo

Repórter MaisTV: Paraíba só tem 30 km de ferrovia ativa


Ressignificando

Se a CPMF voltasse, Dona Candinha já estava pronta para traduzir a nova sigla:

"Cota Permanente para Mamar e Ferrar (CPMF)"
PONTO DE INTERROGAÇÃO
João Azevêdo diz que “há outros motivos por trás” da intervenção no PSB: quais são?
NÚMERO

57%

Percentual de ampliação dos recursos destinados para o Programa de Qualificação das Ações da Vigilância em Saúde – PQA-VS, do Ministério da Saúde, para a Secretaria de Estado da Saúde (SES), valor que saltou de R$ 700 mil para mais de R$ 1,1 milhão.