Opinião

Moro sobrevive

20 de junho de 2019 às 11h25 Por Heron Cid

Tal qual o filme de Eduardo Coutinho, o ministro Sérgio Moro foi à sabatina na CCJ do Senado como um “Cabra Marcado para Morrer”.

Na mira dos diálogos vazados pelo site The Intercept, ele era o alvo preferencial a ser abatido ontem, com exibição ao vivo e nacional.

Pelo grau de adversidade no front que enfrentou, o ex-juiz até que se saiu bem. Foi moderado nas respostas, não entrou em provocações pessoais e sustentou não ter cometido ilegalidade.

A munição dos dois lados não passou do esperado e óbvio. Aliados governistas em defesa da Lava Jato e adversários repetindo o mantra de sempre.

Pouco debate jurídico e muita política, a reprodução da cantilena de sempre, lado a lado. O palanque armado.

Sem alterações substanciais.

Da sabatina, Moro saiu como dantes: questionado no perfil de magistrado e método de condução dos processos. E pelo mesmo universo: os operadores do Direito e adversários políticos.

Como agente político, o que escolheu ser quando deixou a toga, sobreviveu. Continua defendido pelos seus admiradores e criticado pelos seus inimigos.

Arranhado como homem da Lei, preservado como figura cada vez mais política.

Mais longe de uma vaga no STF, mais perto de uma disputa eleitoral.

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Produção em toneladas de acordo com terceira estimativa da safra 2019/20 de grãos no Brasil, com aumento de 1,9%, equivalente a 4,6 milhões de toneladas, sobre a safra 2018/19. Os números projetam novo recorde da série histórica e foram divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).