Opinião

Adriano, o maestro

19 de junho de 2019 às 11h15 Por Heron Cid

Aprendi a gostar de futebol e torcer pelo Flamengo pelas jogadas de um paraibano. Júnior, o ídolo rubro negro, era engenhoso no que fazia em campo.

Batia bem com as duas pernas. A polivalência colocou ele em duas posições (lateral esquerdo e volante) e com o mesmo desempenho acima da média.

O volante é aquele jogador que fica entre a defesa, as laterais e o meio. Dele, partem a armação e a visão inicial das jogadas. É um elo no time.

Adriano Galdino, presidente da Assembleia, sabe ser e é ouvido como um capitão na Casa, assim como Leovegildo Lins Gama Júnior foi no clube da Gávea.

A tramitação, oficial e dos bastidores, da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2020, até culminar com o lance inédito de aprovação sem barulho e praticamente à unanimidade, consensual com os poderes, deve-se, muito em parte, a capacidade de interlocução de Adriano.

O volante da Assembleia soube transitar entre Executivo e Judiciário (TJ, MP, e TCE) e driblar todos os carrinhos, buracos no campo e adversidades dos dois tempos.

Foi estratégico logo na escalação do relator da matéria, Tião Gomes (Avante), um aliado tático. Fez dobradinha com passes curtos e deixou o governador João Azevêdo na cara do gol.

Um gol inédito nos últimos campeonatos por aqui, frise-se. Fazia algum tempo que essa partida só era decidida nos pênaltis e com muitas broncas e reclamações dos outros times.

Galdino entregou ao técnico João o que prometera desde quando assumiu a braçadeira da Assembleia: a governabilidade e vitórias nos torneios das votações mais sensíveis da Casa.

O resultado arrebatador da LDO, com direito a presença sorridente na sessão do presidente do TJ, Márcio Murilo, consagrou Adriano Galdino. O título de ‘maestro’ no campo da articulação é dele.

Adriano Galdino com o presidente do TJ, Márcio Murilo, e o relator da LDO, Tião Gomes

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Na chapa

Dona Candinha sobre as últimas trapalhadas verbais do presidente:

"O filho frita hamburguer e o pai a si mesmo!"

PONTO DE INTERROGAÇÃO
Todos no PSB ficaram felizes com a aprovação do governo João Azevêdo?
NÚMERO

62,7%

Percentual dos entrevistados da pesquisa Opinião/Arapuan que julgam o governador João Azevêdo como “trabalhador”.