Opinião

As ‘ideologias’ no debate do vazamento

13 de junho de 2019 às 11h17 Por Heron Cid
Lula da Silva e Sérgio Moro: os dois voltam à cena do debate politico e ideológico no Brasil

GPS ideológico mapeado pela Folha de São Paulo deixa claro: considerando o Twitter, os usuários com perfil de esquerda foram mais ativos no debate do vazamento de mensagens entre o ex-juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol.

A Folha verificou o volume de mensagens que continham os termos “Moro”, “Dallagnol” e “Lava Jato”, publicada entre domingo (dia da divulgação das mensagens) e segunda.

Os usuários da esquerda publicaram ou compartilharam 337 mil mensagens; os de direita, apenas 123 mil.

A hashtag crítica à operação, a “vazajato”, teve quase o quádruplo de menções em relação à “EuApoioaLavaJato”. As duas figuraram entre as mais compartilhadas na rede social no começo da tarde desta segunda-feira.

O centro publicou apenas 7% das mensagens analisadas. Esse espectro tendeu a usar os argumentos utilizados pela esquerda nesse debate.

Esses usuários usaram 12,4 mil vezes a hashtag “vazajato” e apenas 953 vezes a “EuApoioaLavaJato”.

Esse público se divide entre criticar a atitude do ex-juiz, sem se converter ao Lula Livre.

A esquerda tem sido majoritariamente mais ativa. É o seu argumento tem prevalecido na arena digital.

Também pudera.

Mesmo entre os críticos da roubalheira da Petrobrás e defensores da Lava Jato, há um grande contingente a considerar que – pelo revelado – juiz e procurador passaram do ponto e erraram na mão.

Isso não é uma questão de ideologia. É de razão, pura e simples.

E a razão manda dizer: só faz dos condenados cândidos inocentes quem tem fé cega neles ou age de má fé. Só ignora os excessos da operação quem fez do antipetismo uma obstinação, um holocausto.

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