Bastidores

Divulgação de mensagens de Moro e Dallagnol leva a falso dilema (por Pablo Ortellado)

11 de junho de 2019 às 15h00

divulgação de conversas privadas entre procuradores e o ministro Sergio Moro acirrara as disputas sobre o significado da Lava Jato e seu impacto sobre o processo político. Dominado pela polarização, o debate público é empurrado para um falso dilema.

As conversas que foram vazadas mostram revelações embaraçosas, como Dallagnol reconhecendo a fragilidade das provas no caso do tríplex; motivações impróprias, como procuradores definindo o direito de um preso ser entrevistado com base nos efeitos políticos da entrevista, e não com base na lei; e condutas na margem da legalidade, como um juiz instruindo a Procuradoria (será que é por isso que, nas conversas entre os procuradores, Moro é chamado de “russo”, numa alusão à máxima de Garrincha, a respeito das jogadas ensaiadas, de que “é preciso combinar com os russos”?).

Durante a tarde de domingo e por toda a segunda-feira, o assunto dominou as mídias sociais.

A esquerda defendeu que o vazamento era prova cabal da parcialidade da Lava Jato, do caráter político do julgamento do ex-presidente Lula e de que o impeachment de Dilma Rousseff foi efetivamente um golpe parlamentar.

Vídeo

Entrevista: Anísio, da “roça” da suplência à “produção” da Assembleia


In Gilmar we trust

Dona Candinha acha que os corruptos estão parafraseando o diálogo de Moro e Dallagnol sobre Fux e conversando entre si:

"Em Gilmar Mendes nós confiamos!"

PONTO DE INTERROGAÇÃO
Se a moda pega e hackers começarem a vazar conversas entre magistrados e promotores nos estados?
NÚMERO

R$ 5.443.865,48

Valor empenhado pela Prefeitura de Campina Grande para pagamento de combustíveis, no ano de 2018, segundo relatório de auditoria do TCE, que alertou o município por maior eficiência na compra.