Opinião

O implacável tribunal das redes sociais

6 de junho de 2019 às 12h09 Por Heron Cid

O jornalista Reinaldo Azevêdo tratou o tema com propriedade e argumentação sólida, como é de sua estirpe.

O caso Neymar é o exemplo mais recente, nem de longe o único. Há uma profusão deles.

A cada crise ou fato de repercussão, o fenômeno se repete.

Antes de qualquer veredito das autoridades sobre uma investigação ou denúncia, uma convicção vai se formando noutra esfera: a praça digital.

Nas redes sociais, há pareceres e sentenças prévias. Ora inocentando, ora acusando.

Ninguém espera mais pelo desfecho. Todos são estimulados a ter uma convicção inarredável, inabalável. Definitiva.

Culpado ou inocente, ninguém escapa do tribunal das redes sociais.

Esse é implacável. Mas, quase sempre, apressado, superficial. E, por isso mesmo, tende a ser impreciso e injusto.

Triste de quem sentar como réu no seu banco. Não há defesa e nem chance de absolvição.

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A estilista daquele modelo

Terta, a vizinha, amanheceu na janela perguntando às amigas da calçada qual cor deveria comprar o vestido para o batizado da neta. Dona Candinha, sem nem ser chamada, gritou da outra janela:

"LARANJA, tá na moda!"
PONTO DE INTERROGAÇÃO
Depois de peitar Carlos e Eduardo, os dois filhos de Bolsonaro, como fica o ‘prestígio’ de Julian Lemos com o presidente?
NÚMERO

Posição da Paraíba no Nordeste no Ranking da Competitividade dos Estados, em 2019, levantamento realizado pelo Centro de Liderança Pública.