Opinião

A diferença entre paraibanos de perto e de longe

4 de junho de 2019 às 11h26 Por Heron Cid
Geraldo Medeiros: menos desigualdade em resolutividade é a meta a ser perseguida

Como explicar ao morador de uma região mais remota do Estado que ele tem menos chance de vida, quando sofre um AVC, do que o habitante de Campina Grande ou de João Pessoa? Um seria menos cidadão, menos paraibano, do que outro?

Essa foi a pergunta do autor do Blog, durante a entrevista de ontem com o secretário Geraldo Medeiros, no Frente a Frente, da TV Arapuan.

Realista, Medeiros não titubeou, admitiu a deficiência histórica do sistema público de saúde, mas apontou um caminho a ser perseguido pela atual gestão: dotar os hospitais regionais (Sertão e Brejo) de “resolutividade”.

Essa palavrinha mágica na tradução médica significa profissionais, gente, mão de obra, associada a equipamentos.

Hospitais como os de Patos e Guarabira, dois polos regionais das 31 unidades sob o controle do Estado, não contam com equipe de neurocirurgião, uma especialidade indispensável para o tratamento imediato de traumas e acidentes vasculares cerebrais.

Pacientes vítimas de doenças de cabeça e coração das cidades desse entorno precisam viajar por até sete horas em busca de uma sobrevida, por exemplo, antes de chegar ao Hospital Metropolitano, em Santa Rita.

Na maioria dos casos, o protocolo médico preconiza um atendimento emergencial em até no máximo quatro horas após o infarto ou AVC. Nem todos os paraibanos chegam a tempo.

Há um mês e cinco dias no cargo, Geraldo conhece de perto essa realidade. Ele foi diretor oito anos do maior hospital público da Paraíba, o Dom Luiz Gonzaga, Trauma de Campina Grande.

Quatro meses anteriores na secretaria executiva de gestão hospitalar deram ao médico esse diagnóstico já repassado ao governador João Azevedo.

O desafio agora é investir para corrigir essas deficiências regionais.

Fazer com que o paraibano, do litoral e do sertão, sejam menos desiguais na hora de pedir socorro e  mais iguais na chance de sobreviver quando se achar entre a vida e a morte.

Vídeo

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In Gilmar we trust

Dona Candinha acha que os corruptos estão parafraseando o diálogo de Moro e Dallagnol sobre Fux e conversando entre si:

"Em Gilmar Mendes nós confiamos!"

PONTO DE INTERROGAÇÃO
Se a moda pega e hackers começarem a vazar conversas entre magistrados e promotores nos estados?
NÚMERO

R$ 5.443.865,48

Valor empenhado pela Prefeitura de Campina Grande para pagamento de combustíveis, no ano de 2018, segundo relatório de auditoria do TCE, que alertou o município por maior eficiência na compra.