Opinião

Desembargo do Sanhauá; navegar no bom senso é preciso

3 de junho de 2019 às 11h05 Por Heron Cid

Não durou 48 horas o embargo do IPHAEP às obras do Parque Sanhauá, ambicioso projeto da Prefeitura de João Pessoa na região do Varadouro.

O  despacho da diretoria executiva do órgão atendeu muito mais a apelos de movimentos sociais e de associações do que a critérios eminentemente técnicos.

Não houve notificação anterior. A medida, a mais dura, portanto, veio de forma abrupta, e sem nenhum tipo de tratativa interinstitucional.

Pode nem ser, mas soou mais a política do que a providência administrativa.

O próprio governador João Azevedo tomou a iniciativa do gesto de reparo. Orientou a suspensão do embargo e novo prazo para apresentação de documentos.

Um encaminhamento de bom senso nos rios de discórdia que os nossos órgãos públicos costumam navegar.

A atitude mereceu reciprocidade do prefeito Luciano Cartaxo, em entrevista coletiva, hoje: “Quero aproveitar a oportunidade para parabenizar o governador pelo bom senso e responsabilidade ao reavaliar uma decisão equivocada. Eu entendi como gesto de bom senso e equilíbrio”.

João reparou. Luciano reconheceu. Ambos, com gestos simples, assentam um tijolo na construção de um momento diferenciado de relação institucional.

Navegar em rios de convergência do interesse público é preciso. Principalmente numa Paraíba de águas tão agitadas.

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In Gilmar we trust

Dona Candinha acha que os corruptos estão parafraseando o diálogo de Moro e Dallagnol sobre Fux e conversando entre si:

"Em Gilmar Mendes nós confiamos!"

PONTO DE INTERROGAÇÃO
Se a moda pega e hackers começarem a vazar conversas entre magistrados e promotores nos estados?
NÚMERO

R$ 5.443.865,48

Valor empenhado pela Prefeitura de Campina Grande para pagamento de combustíveis, no ano de 2018, segundo relatório de auditoria do TCE, que alertou o município por maior eficiência na compra.