Bastidores

Além do oficial: o que o G10 foi dizer a João

16 de maio de 2019 às 23h29
João Azevedo recebe G10 na Granja Santana

Durou duas horas o encontro do G10, o grupo paragovernista da Assembleia, com o governador João Azevedo, na Granja Santana (PSB). A reunião serviu para os dois lados colocaram os pratos limpos na mesa e dissiparem o “disse-me-disse” e enterrar fofocas, mentiras e informações desencontradas, conforme revelaram ao Blog três integrantes do bloco presentes à conversa.

É preciso contextualizar. Desde a tumultuada eleição da Mesa da Assembleia, da qual o G10 teve notória participação na eleição e reeleição antecipada de Adriano Galdino, a relação política na base governista não foi mais a mesma. O G10 e a ala mais radical do PSB disputam espaços e se confrontam política e conceitualmente. Os deputados girassóis tratam o G10 como grupo de pressão. Por sua vez, o G10 classifica a corrente adversária – perfilada com o ex-governador Ricardo Coutinho – de tentar tratar os deputados aliados com arrogância e autoritarismo. Eis o cerne da questão.

“Deixamos claro ao governador que somos verdadeiramente João. Ele pode contar conosco, diferente de alguns outros da base”, disse um dos parlamentares sobre a principal mensagem deixada ao chefe do Executivo. O grupou acentuou a posição de alinhamento com João, sem exigência de cargo, mas colocando, como premissa de relacionamento, uma condição, expressa nas entrelinhas: querem ser ouvidos e respeitados na construção do governo e não tratados como sujeitos menores no processo pelo fato de não serem tão ideológica e pessoalmente afinados com o ex-governador, como a outra ala minoritária.

No final das contas, o G10 foi dizer a João, de viva voz, que tem votos e disposição de garantir o que o governador mais precisa nesse começo de gestão, a governabilidade. E mais: se não é visto como ricardista pelo ricardismo, quer ser considerado como de João pelo governo. Uma tese para Azevêdo meditar na solidão fria do poder.

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