Opinião

Maracugina na Assembleia

9 de maio de 2019 às 11h33 Por Heron Cid

Nas comissões, no plenário, na tribuna, nos olhares, nas palavras, nas entrevistas… Nem precisa um olhar mais atento, uma leitura mais acurada, uma interpretação mais elaborada para enxergar: o clima na base governista na Assembleia Legislativa é de alta tensão.

Frequentemente, deputados, antes bons aliados e amigos, se estranham, trocam alfinetadas. Nos bastidores, a competição nas comissões é intensa. As insatisfações também. Como a que levou o deputado Buba Germano a jogar a toalha da Comissão de Orçamento.

Muito desse ambiente insalubre se explica pela indigestão, ainda não superada, da conturbada e traumática eleição da Assembleia, quando um grupo deputados dissidentes ousaram divergir da orientação palaciana e elegeu e reelegeu, antecipadamente, Adriano Galdino, conferindo-lhe superpoderes.

De lá pra cá, as consequências. Uma – a mais ruidosa e latejante – atende pelo nome de G10, o grupo paragovernista que tem influência  na pauta, nas votações e nas decisões, e sem o qual o governo tem dificuldades de aprovar até matérias simples. A ascensão do G10 provoca frisson e insatisfação na ala governista mais ortodoxa.

Para completar, a incógnita da Operação Calvário produziu uma nuvem de interrogação entre alguns parlamentares. Não se sabe até que ponto ela pode comprometer um ou outro deputado, ou deputada. O resultado inflamável é uma cortina de fumaça capaz de mexer com os nervos e os humores de parlamentares.

Um clima que pode induzir a Mesa Diretora à receita de duas prováveis providências. Para uns, coisa de doses diárias de Maracugina. Para outros, só Rivotril aplaca os ânimos.

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