Opinião

O ‘velho’ PSDB e a transição de sobrevivência ao ‘novo’

6 de maio de 2019 às 11h10 Por Heron Cid

Pedro Cunha Lima, deputado federal ascendente na Câmara, assumiu, ontem, a presidência do PSDB paraibano. Com a posse, uma meta em forma de slogan: um novo tempo, um novo PSDB.

A frase abriga a admissão do novo contexto político brasileiro. As pessoas, as instituições, os partidos e a política mudaram.

Há em movimento a constituição de uma cidadania mais participativa fiscalizadora a obrigar novas posturas de agentes públicos, fadados a se renderem à transparência e cobrança pública dos seus atos.

O PSDB, que governou o Brasil por oito anos e a Paraíba também pelo mesmo período, e depois liderou lá e cá a oposição, passou por sísmicos abalos nas últimas eleições.

No campo nacional, a legenda quase foi à falência. Saiu desidratada à exaustão do processo político recente. Perdeu a hegemonia do contraponto ao PT para um homem só, Jair Bolsonaro.

Na Paraíba, o partido preservou suas bancadas na Assembleia e na Câmara, saldo positivo do trabalho do ex-presidente Ruy Carneiro, mas perdeu a vaga do Senado e sequer teve condições de impor um nome na disputa ao governo.

Um sinal do eleitor que obriga o partido a se reinventar para enfrentar estes novos e imprecisos tempos.

A presença do jovem Pedro na condução já indica que o partido entendeu essa mensagem. A renovação tem que começa pelas caras. De preferência, com a prática a tiracolo.

Vídeo

MaisTV: especialista defende barreiras migratórias na economia da PB


Tocando fogo

Dona Candinha está estupefata com a repercussão internacional do desmatamento da Amazônia:

"O governo tá se queimando!"
PONTO DE INTERROGAÇÃO
Veneziano Vital resistirá aos apelos do suplente Ney Suassuna para que o senador entre na disputa pela Prefeitura de Campina Grande?
NÚMERO

31,6 bilhões

Litros de etanoL na produção total verificada no 2º levantamento da Safra de cana de açúcar feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).