Opinião

Oposição acha um discurso

2 de maio de 2019 às 11h21 Por Heron Cid

O resultado eleitoral de 2018 na Paraíba produziu automático efeito: de um lado o apogeu da hegemonia socialista, do outro o esvaziamento do discurso oposicionista diante da hecatombe das urnas.

A fragilização do contraponto já se arrastava. Não era coisa nova, portanto, o que aumentou o desafio dos moicanos restantes, especialmente, na Assembleia. Todos incumbidos da missão delegado pelo eleitor de sustentar a bandeira adversária ao modelo administrativo e político vencedor.

Tarefa áspera, apesar da presença e esforço dos poucos quadros qualificados a fugir da curva da mediocridade.

A operação Calvário e os seus desdobramentos devolveram ao grupo oposicionista um fio de retórica para ressuscitá-la do silêncio forçado e imposto em outubro último.

Como era de se esperar, líderes da oposição apostam todas as fichas nos desdobramentos da investigação e exploram, ao máximo, o tema para desgastar o princípio do governo João Azevedo.

Contam a favor com um dado: o material de subsídio não é fabricado na Assembleia, o que poderia estar sob suspeição e logo carimbado de dor de cotovelo. Mas vem do Judiciário, o que o torna mais consistente do ponto de vista crítico.

Contumazes adversários do PSB já nem escondem a empolgação. Bruno Cunha Lima e Tovar Correia Lima, por exemplo, se apressaram essa semana para decretar o fim do governo. Um exagero e precipitação, claro, pelos elementos de hoje.

Em começo de mandato, João – dotado de imagem pessoal positiva – tem oxigênio e tempo para reagir. E o tem feito, paulatina e homeopaticamente.

Uma coisa, entretanto, é patente. A oposição voltou a respirar. Ajudada, em parte, por uma base governista que oscila entre acanhada e acuada.

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