Opinião

Até onde vai a delação de Livânia

27 de abril de 2019 às 09h40 Por Heron Cid
Na Praça João Pessoa, o epicentro do poder na Paraíba, o ambiente é de frisson e tensão até nos olhares (Foto: Gilberto Firmino)

Quem se aproxima de uma roda política, seja ela governista ou da oposição, não dá outra. Ouvirá, entre cada dez palavras, pelo menos uma garantida: Livânia, a ex-secretária de Estado presa e solta 37 dias depois.

E, em se tratado de Paraíba, não é para menos. Aqui concentra o maior metro quadrado de interesse pela política e gestão pública. Quando esse tema se mistura com justiça e polícia, aí é uma mistura explosiva de paixões e torcidas.

Desde do momento que deixou o Batalhão de Polícia em Cabedelo, a ex-secretária é o centro das atenções e expectativas. Especialmente por todos os sinais de encaminhamento dela como colaboradora, a expressão que sofistica o termo delator.

Sendo quem foi, e ocupado os espaços que ocupou, sabe-se que ao falar sobre a Cruz Vermelha, o conteúdo do depoimento de Livânia é, no mínimo, inflamável. A grande curiosidade é a extensão do que ela tem a dizer ou já disse.

Por isso, na Praça João Pessoa, o epicentro dos poderes na Paraíba, o ambiente é de frisson.

De tensão mesmo até nos olhares. Farias falará do Palácio e da relação com a OS? Vai trazer algum dado sobre eventual relação de financiamento eleitoral a deputados? Suas palavras podem chegar também até o outro lado da Praça e ao Judiciário e sugerir relações pouco republicanas?

Na verdade, não se sabe. Até aqui, tudo está no campo das especulações ou vazamentos não confirmados pelas autoridades do caso.

Apenas uma coisa é certa: só se sabe como começa a presumida e temida delação. Ninguém, porém, consegue calcular onde pode terminar.

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