Bastidores

Raíssa e os 318 dias de “liberdade”

18 de abril de 2019 às 11h03
Milanez Neto, líder da bancada, anunciou o regresso da colega à base governista

Durou exatamente 318 dias o rompimento político da vereadora Raíssa Lacerda (PSD) com o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV). A cisão foi anunciada no dia 15 de junho de 2018, quando a parlamentar declarou, enfaticamente, apoio ao pré-candidato José Maranhão (MDB), então líder nas pesquisas para o governo do Estado. Zé, como se sabe, terminou terceiro colocado na disputa.

No calor da ruptura, a Raíssa não poupou petardos. Ao programa Primeiro Plano (TV Manaíra), comandado pela formidável jornalista Rejane Negreiros, ela se declarou livre:

“Foi uma carta de Alforria, fui liberta de uma pessoa que tem máscaras, que eu nunca acreditei e que passa a imagem de bom moço e não é nada daquilo. é uma pessoa que rifa muitos os amigos, como me rifou em 2016. O costume dele é rifar amigos. Rompi porque não acredito no projeto dele e não acredito em monopólio”.

Hoje, 18 de abril de 2019, Raíssa regressou à base do prefeito na Câmara, menos de um ano depois, com um discurso refeito:

“Me sinto representada pela gestão de Luciano Cartaxo quando vejo ações importantes como o Censo do Autismo, já que sou presidente da Frente Parlamentar da Saúde Mental, os projetos voltados à mulher como a Ronda Maria da Penha e Casa Mãe Bebê em frente ao Instituto Cândida Vargas, e pela valorização da minha categoria, o Magistério. Além disso pelos investimentos na infraestrutura da cidade como o LED nas Ruas e o Ação Asfalto”.

Os 318 dias fizeram a vereadora refletir. Pelo o que se lê, foram suficiente para ela reavaliar conceitos sobre alforria e escravidão.

Vídeo

Entrevista: TJ “volta a respirar” com cortes na folha e ‘novo’ duodécimo


Na chapa

Dona Candinha sobre as últimas trapalhadas verbais do presidente:

"O filho frita hamburguer e o pai a si mesmo!"

PONTO DE INTERROGAÇÃO
Todos no PSB ficaram felizes com a aprovação do governo João Azevêdo?
NÚMERO

62,7%

Percentual dos entrevistados da pesquisa Opinião/Arapuan que julgam o governador João Azevêdo como “trabalhador”.