Opinião

Corrupção; no Peru, suicídio, no Brasil, vitimização

17 de abril de 2019 às 11h06 Por Heron Cid
García, que tentou pedir asilo ao Uruguai, chega à Promotoria para depor em novembro de 2018 Foto: ERNESTO BENAVIDES / AFP

Alan García, ex-presidente do Peru, está internado entre a vida e a morte. Ele atirou na cabeça logo depois de receber ordem de prisão na investigação na qual é suspeito de receber propina dela, a construtora brasileira Odebrecht, famosa por encher cofres de campanhas e políticos por aqui e, pelo visto, alhures.

García é um dos quatro ex-presidentes peruanos acusados de envolvimento em corrupção, via subornos da empreiteira. Dez dias atrás, a Justiça do país decretou sua prisão preventiva por dez dias.

No Brasil, conhecidos e reconhecidos políticos também foram acusados de crime semelhante. Diferente de Alan, os líderes daqui enfrentam os tribunais alegando inocência e, quando vão em cana, muitos dos quais condenados, alguns até fazem campanha em cima dos processo sempre na pose de perseguidos políticos.

O PT e o ex-presidente Lula são os exemplos mais ilustrativos, mas não isolados. O “Lula Livre” virou a quase única bandeira partidária da legenda da estrela vermelha. Com a cúpula condenada e atingida pelos escândalos de corrupção, ou caixa-dois – o termo invocado para suavizar o peso do desvio de dinheiro público para eleições – o PT hesita a fazer qualquer mea-culpa, criticar e muito menos expulsar quem foi achado em delito, do Mensalão ao Petrolão.

Outras siglas, igualmente enroladas, ao menos têm pudor de evitar defender o indefensável e não se esmeram na metamorfose de transformar seus flagelos em heróis. É o caso do bichado PSDB com sua maça podre, Aécio Neves. No PSL de Flávio Bolsonaro, com Queiroz e a suspeita de laranjal, restam o constrangimento e o silêncio.

Assim como no Brasil, no Peru, nosso vizinho de América, também tem corrupção. A diferença está na reação dos políticos. Lá, eles têm vergonha das acusações. Aqui, eles se vitimizam e viram mártires…

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