Bastidores

Conselho político de Bolsonaro não substitui alianças. Por Maílson da Nóbrega

8 de abril de 2019 às 14h00
Jair Bolsonaro participa de cerimônia de aniversário da Justiça Militar, em Brasília - Marcos Corrêa/Presidência da República

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro deu um passo importante para promover a articulação política com o Congresso. Ele recebeu líderes de seis partidos que representam, no seu linguajar, a “velha política”. Em vez de continuar demonizando as elites parlamentares, Bolsonaro sentou-se com elas para discutir o apoio à reforma da Previdência. A mudança é positiva, mas insuficiente.

Logo após os encontros, Bolsonaro disse que vai constituir um Conselho Político para discutir temas de interesse do país e assessorá-lo em suas decisões. Tal conselho pode ser útil para conversar sobre as reformas e discutir temas associados à agenda do governo. Dificilmente terá, todavia, papel relevante em arregimentar votos no Congresso.

De fato, será muito difícil avançar nas mudanças sem formar uma base parlamentar majoritária, coesa e comprometida com a agenda do governo. Em sistemas políticos multipartidários como o nosso, em que o partido do presidente não elege a maioria no Congresso, será preciso organizar uma coalizão de partidos políticos com tais objetivos.

Como se sabe, aqui e em outros países, coalizões pressupõem alianças cuja eficácia está condicionada ao compartilhamento do poder. Os partidos dividem com o presidente a participação no governo e indicam pessoas para ministérios e outros órgãos públicos. Aqui, a coalizão envolve também a liberação de emendas parlamentares. Em resumo, os aliados partilham êxitos e fracassos. Em contrapartida, se comprometem a votar favoravelmente os projetos integrantes da agenda do governo.

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