Opinião

O Governo João Azevedo e seu primeiro ‘calvário’

11 de março de 2019 às 10h05 Por Heron Cid

Nuvens carregadas sobrevoam o governo do PSB paraibano. Elas atendem pelo nome de Leandro Nunes, ex-assessor da gestão estadual preso na Operação Calvário.

Seu depoimento ao Ministério Público dá sinais de uma espécie de colaboração premiada, ainda não confirmada oficialmente.

Mas a evidência é tanta que o conteúdo do que disse as autoridades rendeu revogação da prisão do suspeito de operações clandestinas junto à Cruz Vermelha.

Trechos desse depoimento, contidos no despacho do desembargador Ricardo Vital, indicam que Leandro confessou atos ilícitos e implicou agentes governamentais.

Entre eles, a secretária Livânia Farias. Em nota, ela repeliu, de pronto, qualquer responsabilidade sobre eventuais ilicitudes.

Naturalmente, a fala do ex-assessor não ficará restrita a um nome.

Independente do confronto entre afirmações e provas, filtro que caberá ao Judiciário, e de julgamento precipitado de uma investigação ainda em princípio, tudo leva a crer que o governo enfrentará tempestades.

Recém-saído aclamado das urnas, o PSB e seus líderes precisarão conviver com o fantasma de Leandro.

A oposição tem a disposição nova munição no embate e o governador João Azevedo terá que gastar parte do seu capital político e credibilidade no enfrentamento a essa crise.

No começo, o Governo João Azevedo defronta-se com seu primeiro grande teste de fogo. E de nervos. Uma cruz para carregar nos próximos dias…

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"Difícil! "

PONTO DE INTERROGAÇÃO
Há bombeiros com água suficiente para esfriar o clima de acirramento interno entre o PSB e o governo?
NÚMERO

R$ 24.333.778,89

Recursos que serão recebidos, via FPM, pelas prefeituras paraibanas no mês de maio.