Opinião

Apesar dos filhos do presidente

16 de fevereiro de 2019 às 11h57 Por Heron Cid
Confusa e belicosa atuação dos rebentos de Bolsonaro confundem o que já é complexo

Pensava-se que o protagonismo dos filhos de Jair Bolsonaro era coisa da campanha, empenho natural chamado pelo sangue que corre nas veias.

Engano. Veio a posse e os “meninos” do presidente estão com a corda toda. E enrolando a corda no pescoço de aliados com riscos iminentes ao próprio governo.

Todos com uma característica comum: falam pelos cotovelos e expõem o pai. Quando não falam em nome, autorizado  nas entrelinhas por ele.

Eduardo cria problemas porque se comporta como um primeiro-ministro.

Flávio pelas suspeitas laranjais que envolvem seu gabinete de deputado estadual no Rio.

Carlos pelas tuitadas e ataques caninos a quem passa pelo caminho, não importando o tamanho e a importância na eleição do capitão.

É um problema atrás do outro, um festival de improviso que dificulta a já deficiente interlocução com Congresso e ministros.

Apesar dos pesares, a maioria dos brasileiros quer continuar torcendo para que Bolsonaro bote o país no caminho certo. Mas os filhos do presidente insistem em abalar essa esperança.

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1.229

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