Opinião

A bancada da Paraíba e a ‘bandeira branca’ para Bolsonaro

14 de fevereiro de 2019 às 10h02 Por Heron Cid
No começo do mandato, presidente não tem o que reclamar dos paraibanos no Congresso: maioria esmagadora apoia o governo, direta ou indiretamente

Dos 15 parlamentares da Paraíba em Brasília, somente um deve fazer dura oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro.

Frei Anastácio, deputado do PT, tem credencial, ideologia e motivação para isso. Até pela natural revanche petista, o frade – dono de perfil mais aguerrido – morderá o calo presidencial.

Nos demais, nenhum apetite para tanto. Pelo menos por enquanto.

Eleitos pela oposição a Bolsonaro, Damião Feliciano e Wellington Roberto nem ensaiam esse combate.

Para oferecer uma satisfação ao seu PSB, perfilado na esquerda, o estreante Gervásio Maia pode até oferecer contraponto, mas nada com potencial bélico.

Hugo Motta, Aguinaldo Ribeiro e Wilson Santiago são pragmáticos e constróem suas plataformas a partir da interlocução com ministérios e liberação de recursos para base de prefeitos. Por mais discordâncias que guardem, vão preferir assistir a caravana passar sem barulho.

A trindade tucana (Ruy Carneiro, Edna Henrique e Pedro Cunha Lima) também não deve incomodar. Muito pelo contrário.

Efraim Filho e Julian Lemos – este aliado de primeira hora – são declaradamente apoiadores do novo governo e Bolsonaro desde criancinha.

No Senado, a cena se repete.

Daniella Ribeiro, José Maranhão, eleitores de Bolsonaro no segundo turno, e Veneziano Vital, se inclinam por atuação de equilíbrio e se posicionarão de acordo com os fatos e ações governamentais.

Não começam o mandato com a obrigação de ser a favor ou contra.

Um desenho que não deixa dúvidas: se depender do comportamento da bancada, a Paraíba não será pedra no caminho e Bolsonaro pode respirar em paz.

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