Opinião

Fake News: até onde vai o jogo baixo

11 de fevereiro de 2019 às 11h26 Por Heron Cid

Que as disputas na Paraíba não têm limites, isso não é novidade. Mas, por aqui, sempre se acha um jeito de surpreender, superar e de cavar um pouco mais fundo o poço de baixarias.

Dessa vez, a Associação de Mídia Digital foi o alvo do jogo sujo que não poupa pessoas, reputações e nem mesmo entidades.

Criou-se uma fake news para atingir governo e setores da imprensa, especialmente da mídia digital. A Mentira? A imagem de uma reunião oficial e recente foi transformada numa trama para comprometer jornalistas e veículos junto à Secretaria de Comunicação do Estado.

A sutileza dos autores do panfleto virtual foi de usar uma cena verdadeira e pública, ocorrida no dia 22 de janeiro, e associá-la a uma mentira deslavada, com sugestões caluniosas de milhões de verbas para colaborar com o governo e sua estratégia de comunicação na crise envolvendo a Cruz Vermelha no Estado.

Contra esse tipo de infâmia esse espaço e o Portal MaisPB estão imune. Aqui, por mais de uma vez, tratei e trato da tal gestão pactuada, inclusive com defesa expressa do rompimento do contrato, por tudo que está exposto.

Sites, blogs e portais que integram a Amidi também.

Todos têm ampla liberdade de adotar a postura editorial e jornalística que julgar justa e correta com os fatos e com o tratamento da notícia. Não cabe a Associação e nem a entidade alguma, seja representativa de rádios, televisões e jornais, fazer patrulhamento ideológico em nome de interesses políticos ou contrariados.

Cada veículo tem sua linha e não cabe a nenhum outro alinhá-lo com suas opções editoriais ou interesses comerciais. O julgamento tão somente é do público.

O que se tenta criar, inclusive com a conivência e contribuição de agentes políticos, que deveriam ter ciência do crime, é uma cortina de fumaça para constranger, coagir e emparedar profissionais e empresas. E parte-se, para tal, de uma injúria covarde e vil.

A Amidi, vítima de caluniosa e grotesca distorção, reagiu à altura e vai buscar, como deve ser, os meios legais para identificar e responsabilizar autores, materiais e intelectuais, e também os disseminadores, os que agem como inocentes úteis ou os de deliberada má fé, pelo CRIME e mau caratismo.

Não se pode conceber e conviver com esse tipo de postura espúria e explícita sem os reparos. Leva-se tempo para construir respeitabilidade, gasta-se suor para se edificar credibilidade e renuncia-se privilégios para consolidar uma marca.

Não é justo e nem correto que se atire, à queima roupa e com rostos mascarados, típicos dos covardes, contra a honra e reputações. Respeito é o que se exige. Até nas barras dos tribunais, se preciso for.

Nota de Repúdio

A Amid (Associação de Mídia Digital), por meio de sua Diretoria, vem a público para expor o seguinte:

Denunciar que, desde ontem (domingo, 10 de fevereiro de 2019), tem sendo vítima de expediente criminoso, nas redes sociais, especialmente via whatsapp, ferramenta na qual tem sido disseminado conteúdo inverídico e calunioso contra esta entidade e seus dirigentes.

No panfleto virtual, sem autoria, próprio da covardia e da mentira, sugere-se uma reunião desta Associação e dirigentes e a Secretaria de Comunicação do Estado com fins e objetivos escusos, inclusive com a menção de distribuição de verbas publicitárias.

Na verdade, usa-se, com distorção grotesca e para fins de calúnia, a imagem de uma reunião institucional e pública realizada no dia 22 de janeiro na sede da Secom, na qual a Secretaria apresentou o novo modelo de veiculação de publicidade  para portais, sites e blogs, conforme orientação do Tribunal de Contas do Estado.

O panfleto virtual é o típico Fake News (notícia falsa, montada, truncada e injuriosa), infelizmente tão presente nos meios digitais contemporâneos que se serve para atacar reputações e espalhar mentiras, um crime e distorção que esta entidade tem altivamente combatido, desde sua fundação, em defesa das boas práticas do jornalismo digital, um patrimônio da sociedade moderna.

A Amidi, alvo seguido desse submundo criminoso e vil, não se intimidará, não se permitirá ser usada como peça desse insano confronto político estabelecido na Paraíba e, pela sua essência de entidade apartidária, jamais se dará ao papel de instrumentalização de defesa ou de acusação de quem quer que seja.

Por fim, a Amidi  exige respeito e anuncia que denunciará este fato criminoso nas instâncias legais e buscará, por meio delas, a responsabilização dos autores materiais e intelectuais dessa infame Fake News, bem como seus propagadores, incluindo até agentes políticos, igualmente passíveis de penalidades da Lei.

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