Bastidores

O ponto que a Igreja da Paraíba chegou…

8 de fevereiro de 2019 às 11h26

Para evitar novas denúncias e por prevenção, a Arquidiocese da Paraíba tomou uma medida radical. Por decreto, o arcebispo Dom Manoel Delson proibiu que padres fiquem sozinhos com crianças desacompanhadas em ambientes reservados. Até as confissões e atendimento devem acontecer agora em “locais seguros e adequados”. Padres católicos paraibanos, como se sabe, foram alvo de denúncias de exploração sexual. A Igreja foi condenada a pagar multa milionária. Agora, quer se livrar de novo purgatório.

Confira a matéria sobre o assunto publicada pelo Portal MaisPB:

O arcebispo da Paraíba, Dom Manoel Delson, assinou um decreto onde proíbe que padres fiquem a sós com crianças desacompanhadas dos pais em ambientes reservados.  O decreto, assinado na última quarta-feira (06), também assegura que confissões e atendimentos aconteçam em locais seguros e adequados.

Os padres não poderão mais ficar sozinhos com as crianças na casa paroquial, no carro paroquial ou qualquer outro espaço sem a presença dos pais ou responsáveis. O decreto ainda recomenda que, caso algum clérigo tenha recebido uma denúncia de abuso contra criança ou adolescente, seja contra ele ou contra outro padre, deve contar imediatamente ao arcebispo.

Em caso de denúncia, o arcebispo, por sua vez, poderá suspender ou limitar o exercício do padre até que as denúncias sejam esclarecidas. Apesar da presunção da inocência, segundo Dom Delson, a medida será utilizada para ‘preservar a boa-fama’ do padre em questão.

Conforme o decreto, ao saber da denúncia,  caberá ao bispo iniciar uma investigação para apurar, e caso também haja envolvimento do Estado, a Igreja deverá colaborar com as autoridades.

Ainda no documento, o arcebispo relembra aos clérigos sobre a responsabilidade penal de quem cometer um abuso sexual. Ele ainda cita a proibição do armazenamento e divulgação de imagens de cunho pornográfico com crianças e adolescentes.

Dom Delson ainda garante, que mesmo consensual, o ato sexual com crianças e adolescentes é proibido. “Mesmo nos casos de consentimento suposto ou expresso da vítima para a prática dos atos acima mencionados, estes não perdem a sua natureza pecaminosa e delituosa”, diz trecho do decreto.

A medida acontece após a Arquidiocese ser condenada pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 12 milhões em decorrência da exploração sexual de adolescentes por padres.

MaisPB

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