Bastidores

Haddad prepara carta aos evangélicos

16 de outubro de 2018 às 17h19

Preocupado com o avanço de Jair Bolsonaro (PSL) sobre o eleitorado tradicionalmente petista, Fernando Haddad (PT) prepara uma carta aos evangélicos em que vai se comprometer com a defesa da vida e dos valores da família.

O documento deve ser divulgado nesta quarta-feira (17), quando o petista participará de um encontro com lideranças evangélicas em São Paulo, e tenta resgatar o eleitor pobre e religioso que antes votava no PT, mas hoje apoia o capitão reformado.

Haddad deve se comprometer a não tratar de temas morais, se eleito, deixando-os para o Congresso, como pedem os religiosos.

Segundo pesquisa Datafolha, cerca de 70% dos evangélicos hoje estão com Bolsonaro, que continua crescendo entre os eleitores do Nordeste, pobres e mulheres. O candidato do PSL abriu vantagem de 18 pontos sobre o petista de acordo com o Ibope divulgado nesta segunda-feira (15) —ele tem 59% contra 41% de Haddad.

A divulgação da carta aos evangélicos é uma das ações que a campanha do PT pretende desenvolver em um momento crítico, a 12 dias do segundo turno.

Após ver a frente democrática ser colocada em xeque com a ausência de figuras esperadas por Haddad, como Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede), o candidato vai investir em encontros setoriais com artistas, juristas, reitores e cientistas.

Apesar do discurso de que é preciso “ampliar o arco de alianças” na sociedade, esses grupos tradicionalmente apoiam o PT.

Além dos evangélicos na quarta, Haddad tem marcado para quinta-feira (18), em São Paulo, um encontro com juristas e, na sexta (19), no Rio, com reitores e cientistas.

Para a próxima semana, dia 23 de outubro, um ato com artistas está marcado também na capital fluminense. Cantores como Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil devem comparecer.

Segundo integrantes da campanha, até mesmo a cantora Anitta está sendo procurada para participar do evento.

Folha

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NÚMERO

0,9%

Crescimento da inadimplência no primeiro semestre de 2019, segundo pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Esta, no entanto, é a segunda menor variação desde 2012, quando a inadimplência cresceu 5,8% no primeiro semestre daquele ano.