Bastidores

Favorito, Bolsonaro joga parado no 2º turno. Por Josias de Souza

16 de outubro de 2018 às 10h05

O turno final da sucessão presidencial entra na sua segunda semana. E tudo o que o estado-maior do PT conseguiu levar à mesa foi a proposta de formação de um polo de forças democráticas contra Jair Bolsonaro. Acotoveladas pelo petismo nos últimos 14 anos, as forças democráticas ainda não se animaram a responder ao chamamento por uma união em torno de Fernando Haddad.

Ciro Gomes foi para estrangeiro. Marina Silva recolheu-se. Fernamdo Henrique Cardoso diz que há uma porta entre ele e Haddad. Mas esclareceu que ela não se abrirá sem que o PT ajoelhe no milho para expiar os seus pecados. Haddad sonha com o apoio de personalidades como Joaquim Barbosa.

O cenário é francamente favorável a Bolsonaro. A democracia brasileira falhou tanto nos últimos anos que a expressão polo democrático perdeu força. Na cabeça de muitos eleitores, polo é um lugar frio —ideal para que Bolsonaro implemente a sua tática de congelar a campanha, ausentando-se de debates. Forças democráticas viraram um outro nome para corrupção, desemprego, violência e serviços públicos precários. Contra esse pano de fundo, Bolsonaro pode chegar ao Planalto jogando parado no segundo turno.

UOL

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"A dos idiotas inúteis!"

PONTO DE INTERROGAÇÃO
Há bombeiros com água suficiente para esfriar o clima de acirramento interno entre o PSB e o governo?
NÚMERO

12,4%

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