Opinião

Pesquisas, ‘Girassoca’ e 1º turno

4 de outubro de 2018 às 11h05 Por Heron Cid
Concentração da tradicional Girassoca: pela primeira vez, socialistas chegam a uma eleição com pesquisas e projeção de vitória

Os mais otimistas chegam a falar na estratosférica marca das 150 mil pessoas. Mais ou menos, e independente do número exato da plateia, que deve ser bem menor do que o estipulado, a tradicional Girassoca – promovida ontem pelo PSB  em João Pessoa – foi uma demonstração de força da candidatura de João Azevedo ao Governo, pelo volume e tamanho do engajamento.

O evento já é uma marca das campanhas socialistas em João Pessoa. Ele serve de combustível para a chamada ‘militância girassol’ na reta final de campanha.

A edição 2018, porém, teve significado especial e diferenciado.

Pela primeira vez, aliados e militantes foram às ruas de João Pessoa na quarta-feira que antecede às eleições com pesquisas favoráveis debaixo do braço e larga margem de distância dos concorrentes, Lucélio Cartaxo (PV) e José Maranhão (MDB).

Nas anteriores, pelo histórico, os dados eram contrários.

Em 2014, Ricardo chegou à reta final de sua reeleição com poucas perspectivas de vitória frente a Cássio Cunha Lima (PSDB).

Em 2010, no confronto com José Maranhão, idem. Mesmo assim, o entusiasmo não arrefeceu e as urnas mostraram outro resultado.

Na ‘Girassoca’ dessa vez, tudo conspira pró-João: pesquisas com dianteira governista e oposição dividida entre dois candidatos.

Esse ambiente político e as imagens de multidão empolgam a coordenação de campanha e lideranças ao ponto de o Jardim Girassol já falar, sem cerimônia em conversas e nas redes sociais, em vitória no primeiro turno, mesmo cientes que historicamente a Paraíba é um estado rachado, sobretudo nos municípios do Interior.

Pela primeira vez, os socialistas paraibanos vão torcer para que as pesquisas estejam certas.

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NÚMERO

0,9%

Crescimento da inadimplência no primeiro semestre de 2019, segundo pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Esta, no entanto, é a segunda menor variação desde 2012, quando a inadimplência cresceu 5,8% no primeiro semestre daquele ano.