Bastidores

Bolsonaro e o PT: feitos um para o outro. Por Ricardo Noblat

26 de setembro de 2018 às 11h14
Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) (Paulo Lopes/Futura Press/Valéria Gonçalves/Estadão Conteúdo)

Feche os olhos e imagine a eleição presidencial sem candidato do PT. De fato, para ser coerente o partido não deveria ter lançado candidato. Não dizia que eleição sem Lula seria fraude?

Muito bem. Haveria Jair Bolsonaro (PSL) com chances de se eleger presidente se não existisse Fernando Haddad ou outro nome qualquer como candidato do PT?

Bolsonaro não teria votos sequer para se eleger governador do Rio, quanto mais presidente. Só tem porque enxergou a tempo o sentimento contra o PT da maioria dos brasileiros.

De acordo até aqui? Adiante, pois. Se na próxima semana Haddad assumir a liderança nas pesquisas de intenção de voto, Bolsonaro poderá perder parte do apoio que tem hoje. Certo?

(Já não estamos de acordo, imagino.)

Cabe a pergunta: a ser assim, em quem votariam os eleitores perdidos por Bolsonaro? Não sei. Só sei que iriam para quem pudesse derrotar Haddad.

Eleição só acaba quando acaba. A história está repleta de surpresas que escaparam aos faros mais sensíveis dos institutos de pesquisa. Até lá, pois!

Veja

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Sai mais em conta

Dona Candinha aprovou o convite de Bolsonaro ao filho, Eduardo, na embaixador dos Estados Unidos e até torce para nomeação dos outros dois ‘garotos’ do presidente em novas embaixadas:

"Três problemas a menos!"

PONTO DE INTERROGAÇÃO
Ainda tem político no Brasil que se sinta confortável e seguro de trocar mensagens via aplicativos?
NÚMERO

0,9%

Crescimento da inadimplência no primeiro semestre de 2019, segundo pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Esta, no entanto, é a segunda menor variação desde 2012, quando a inadimplência cresceu 5,8% no primeiro semestre daquele ano.