Opinião

João e Maranhão: da água pro vinho

12 de setembro de 2018 às 18h53 Por Heron Cid

Algumas estratégias só são percebidas nas entrelinhas, outra cuidam logo de dar na cara. Desde a pré-campanha, o tratamento dispensado pela candidatura socialista e o Governo ao senador José Maranhão (MDB) sempre foi light.

A última semana revelou uma alteração substancial.

Se antes evitava confronto direto com o emedebista, agora tanto João Azevedo quanto o governador Ricardo Coutinho deixaram de poupar o general do MDB.

Ontem, em live no facebook, Ricardo abriu as baterias contra Zé, ao responder críticas sobre a gestão do Hospital de Trauma de João Pessoa.

Hoje, no Arapuan Verdade, da Rede Arapuan, João Azevedo foi na mesma esteira.

Em entrevista ao Portal MaisPB, que vai ao ar na próxima sexta-feira, Azevedo pegou ainda mais pesado, e acusou Maranhão – candidato pela quarta vez – de querer resgatar os tempos de “Haiti” do Trauma e de não cansar da sede pelo poder.

Uma mudança reveladora.

Antes, Maranhão era peca importante para estratégia de divisão da oposição e provocação de segundo turno, agora – na reta final da campanha – já é nitidamente visto com outros olhos pelo alto clero do PSB.

Três hipóteses.

Somente porque Maranhão mudou o tom da crítica ao Governo. Segundo: porque é melhor tentar polarizar com Zé. Última: ou porque o veterano virou ameaça aos planos girassóis.

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