Opinião

Senado: o debate da Arapuan e o funil que se forma

4 de setembro de 2018 às 10h22 Por Heron Cid
Encontro com os candidatos ao senado sob a batuta do jornalista Adelton Alves (ao centro)

A eleição ao Senado na Paraíba é um capítulo à parte pelos ingredientes que a circundam. O pleito testa, pela primeira vez, por exemplo, as forças dos rivais Cássio Cunha Lima e Veneziano Vital, que nunca haviam ainda digladiado diretamente.

A briga pelas duas vagas ainda conta com Daniella Ribeiro, nome em ascensão, e Luiz Couto, o único que pode bater no peito carregando identidade legítima com Lula.

Esse cardápio todo foi à mesa da Paraíba ontem em ‘banquete’ democrático oferecido pela TV Arapuan, sob a batuta do experiente jornalista Adelton Alves.

Um confronto que oscilou entre temperatura alta com críticas contundentes e momentos de puro humor, com ares de jocosidade, especialmente, cada vez que o folclórico engenheiro Nivaldo Mangueira, do PSOL, entrava em cena pilotando, imaginariamente, sua inseparável rural. Uma alegoria que seduziu até o ex-caminhoneiro Roberto Paulino.

Um dado interessante. A palavra mais invocada foi “coerência”, exatamente um atributo subjetivo e pouco usual no mundo da política, sobretudo, da prática política paraibana. Mesmo assim, a expressão foi repetida à exaustão como recurso de desconstrução. Serviu de mote fixo para o ringue particular entre Veneziano e Cássio.

Coube a Nelson Junior, do PSOL, exortar a cena nacional para atacar, sem dó e nem piedade, o senador Cássio Cunha Lima, tratado como amigo de Temer e de Aécio, obrigando o tucano a repetir por mais de uma vez a inexistência de indicações suas no governo federal e as defesas públicas de investigação para ambos.

Apesar das generalidades e poucas propostas práticas da parte dos candidatos, concentrados em espinafrar os adversários mais incômodos, o debate foi marcado pelo domínio de cena de Cássio, Veneziano e Daniella.

Para quem é deputado federal por quatro mandatos e tem o diferencial da ligação com Lula, o desempenho de Luiz Couto ficou muito abaixo do esperado e do que ele é capaz.

Se o debate servir de uma amostra válida a influenciar o eleitor na hora do voto, ele indicaria ontem que a corrida tende a desaguar nesse trio. Mas ainda tem muita água para correr debaixo dessa ponte até 7 de outubro.

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