Opinião

PT pegou na veia do ciúme

26 de junho de 2018 às 10h26 Por Heron Cid
Jackson Macêdo, presidente estadual do PT, durante entrevista ao Frente a Frente, da TV Arapuan

Se o PT se debatia em arranjar um jeito de chamar atenção do PSB, partido a quem reivindica respeito e espaço na chapa majoritária, agora acertou na veia.

A olhos vistos, a aproximação petista com o PDT da vice-governadora Lígia Feliciano criou mal-estar e incômodo aparente entre setores socialistas.

E não sem razão.

A pré-candidatura da vice ao Governo é aquilo que se pode chamar de pedra no sapato.

E por que o flerte petista e pedetista incomoda? Enquanto estiver isolada, Lígia apenas atrapalha, mas uma aliança com um partido do talo do PT leva a postulação à viabilização concreta.

Lígia, naturalmente, sonha acordada com esse acordo.

Afinal, ela levaria três minutos de tempo de televisão, três deputados estaduais e um federal na proporcional, além de militância e o selo de Lula, que notoriamente influencia em segmentos sociais do Estado.

A recíproca também é verdadeira. A coligação garante ao petismo a eleição dos estaduais e do federal e a tão apelada vaga na senatória.

O PT sabe disso, como ninguém. E, agora que encontrou a pretendente que sabidamente provoca ciúme, vai explorar ao máximo esse charminho.

Fará mais ou menos como aquele camarada que era apaixonado por uma mocinha, mas ela nem ligava e nem dava bola. Bastou vê-lo beijando outra na praça que a pretendida rapidamente mudou o tom e já topou uma conversa mais séria.

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NÚMERO

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