Opinião

Uma eleição pulverizada

12 de abril de 2018 às 11h33 Por Heron Cid

Tradicionalmente, a política paraibana sempre desemboca em polarização. De tão acirrada, é como se não houvesse espaço para mais de dois lados.

Desde o ano passado, os movimentos davam sinais de um processo de pulverização de candidaturas. Os dias de abril estão confirmando esta tendência.

Sacramentada a pré-candidatura de João Azevedo, Luciano Cartaxo, Cássio Cunha Lima e Romero Rodrigues caminham para bater o martelo em torno do nome de Lucélio Cartaxo.

O senador José Maranhão não dá a menor pinta de que retira sua postulação. Atualmente, líder nas pesquisas, não há cristão que o convença a sair do páreo em nome de concorrentes bem abaixo do seu patamar.

E, por último, o PDT nacional fincou o pé para consolidar a candidatura da vice-governadora Lígia Feliciano que, assim como Maranhão, nada tem a perder.

Pelo contrário, até o começo do ano Lígia sempre manteve nas pesquisas internas o mesmo percentual do candidato ungido pelo Governo.

Dará palanque a Ciro Gomes na Paraíba e pode testar seu desempenho pessoal como única candidata mulher no debate eleitoral.

Isso para falar nos principais, porque o PSOL terá seu candidato, mais uma vez, atendendo pelo nome de Tárcio Teixeira, dono de uma verve apurada e de conteúdo ácido contra a política tradicional.

Mantido esse cenário, assistiremos a um segundo turno onde tudo pode acontecer. E vencerá quem tem mais capacidade de juntar.

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