Opinião

A Guarda de Ricardo

4 de abril de 2018 às 09h54 Por Heron Cid
Dois dias antes de decisão sobre renúncia, Ricardo dá nova pista com ato polêmico de quem já se sente ex

As últimas expectativas de aliados que esperavam pela permanência do governador Ricardo Coutinho no cargo arrefeceram no começo da manhã de hoje.

Quem abriu o Diário Oficial se espantou – em todos os sentidos – com ato legislativo, sancionado por Ricardo, criando uma guarda militar para ex-governadores.

O texto não deixa margem para dúvidas. A futura guarda, a ser escolhida pessoalmente pelo futuro ex-governador, atenderá na prática ao próprio Ricardo.

O documento limita o benefício a ele próprio e daqui pra frente. Ou seja, ex-governadores como Cássio Cunha Lima, Roberto Paulino e José Maranhão ficam de fora.

Além do quê, será proporcional ao tempo de mandato e limitada no máximo ao período de quatro anos.

Afora a óbvia discussão da inapropriedade da medida (não combina com o discurso histórico de Ricardo), em tempos que se pede corte de gastos e de regalias, o dispositivo acendeu por completo a luz amarela da base aliada.

Por uma indagação básica: quem ficará no cargo precisa assinar ato deste tipo à dois dias do prazo da desincompatibilização?

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