Opinião

A tese do chapão: cabem todos gatos no balaio de 2018?

17 de novembro de 2017 às 10h06 Por Heron Cid
Palanque juntaria todas grandes lideranças com garantia de leite e mandato para todos

O argumento do presidente da Câmara de João Pessoa, Marcos Vinicius, tem tanta lógica na política da Paraíba que chega a ser desconcertante.

Ele mesmo pergunta: “Você já viu Ricardo com Cássio? Já viu Luciano com Maranhão? Já viu Ricardo com Maranhão? Já viu Luciano com Ricardo”.

As respostas para todas essas perguntas são óbvias. Todos já experimentaram as dores e as delícias de estarem aliados circunstancialmente em algum momento.

Mas seria possível juntá-los ao mesmo tempo num palanque plural e inédito na Paraíba?

Não e sim.

Vamos primeiro ao ‘não’. Atualmente, as perspectivas de poder da Oposição são maiores. Não há de cara uma disposição de ceder para Ricardo.

Da parte de Ricardo, também há impedimentos. Ele vem forjando seu estereótipo como uma força que faz contraponto ideológico a estes adversários da vez.

Melhor, nesse caso, sair eleito senador, por exemplo, sem comprometer seu discurso para o futuro.

Vamos ao ‘sim’. Na hipótese desse chapão, a eleição estaria resolvida na Paraíba e contemplaria praticamente todas as grandes lideranças.

Todos sairiam na vantagem e com mandatos debaixo do braço, num pleito sem maiores disputas e, o melhor de tudo, barato.

Ah, e o tal projeto de Estado, que Marcos Vinicius prega? Aí são outros quinhentos. A julgar pelo histórico, o grande chapão configuraria mesmo um arranjo momentâneo e não deveria durar a próxima eleição.

O presidente da Câmara está certo num ponto: a rigor, não há qualquer impedimento ideológico para esse balaio de gatos. Por aqui, todos são pardos.

E na política o primeiro interesse que conta é o da sobrevivência. O resto? O resto é detalhe que se maquia com discursos e boas desculpas em nome do “interesse público”.

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