Opinião

Governo tampão tem obrigação de ser diferente dos que caíram

26 de maio de 2017 às 09h18 Por Heron Cid
Poder Legislativo, que definirá novo presidente, precisar dar o braço a torcer

Até a bela, recatada e do lar primeira-dama, Marcela, sabe que o marido e presidente Michel Temer perdeu as condições de governar.

Brasília se debate apenas para encontrar um nome capaz de promover o mínimo consenso na base governista e ainda a conformação da oposição.

Mas não pode ser qualquer nome. E nem muito menos uma opção que agrade tão e somente à classe política, ciosa para ter um dos seus distribuindo e regateando espaços no Planalto.

O segundo governo provisório, em um ano, precisar no mínimo ser diferente do que caiu e do que está prestes a ruir.

Não pode ser um presidente absolutamente comprometido em lotear a Esplanada de investigados, gente querendo proteção e figurões sedentos por benesses.

O Congresso precisa, de uma vez por todas, compreender e dá o braço a torcer: esse modelo esgotou.

É incompreensível a surdez aos gritos das ruas e a cegueira diante do que representa o saldo da Lava Jato. Enquanto se opera o auge das investigações, líderes políticos conspiram, tramam, corrompem e conspiram.

Não dá pra cavar mais nenhum centímetro deste fundo de poço.

Vídeo

Repórter MaisTV: Paraíba só tem 30 km de ferrovia ativa


Ressignificando

Se a CPMF voltasse, Dona Candinha já estava pronta para traduzir a nova sigla:

"Cota Permanente para Mamar e Ferrar (CPMF)"
PONTO DE INTERROGAÇÃO
João Azevêdo diz que “há outros motivos por trás” da intervenção no PSB: quais são?
NÚMERO

57%

Percentual de ampliação dos recursos destinados para o Programa de Qualificação das Ações da Vigilância em Saúde – PQA-VS, do Ministério da Saúde, para a Secretaria de Estado da Saúde (SES), valor que saltou de R$ 700 mil para mais de R$ 1,1 milhão.