Bastidores

A turma da pipoca começa a se animar. Por Ricardo Noblat

14 de março de 2019 às 11h00
Plenário da Câmara (Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados/Câmara dos Deputados)
Respira-se melhor no Congresso. Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, mandou cortar a fantasia de Primeiro-Ministro do governo presidencialista de Jair Bolsonaro.

Multiplicam-se ali os indícios de que Bolsonaro está sendo normalizado pela descoberta de que não está fácil a vida de quem sonhe em aprovar a reforma da Previdência.

Por normalizar, entenda-se: render-se ao toma lá dinheiro e cargos em troca de 308 votos na Câmara e de 49 no Senado, o mínimo necessário para mudar pontos da Constituição.

Dinheiro para obras nas bases eleitorais dos parlamentares, Bolsonaro já mandou liberar sob a justificativa de que é obrigatório. De fato, é. Mas presidente só libera quando quer, e para quem quer.

Quanto a cargos… Aos políticos só interessa aqueles que rendem dinheiro. Quer dizer: cargos com orçamentos altos e poder de convencimento junto aos prestadores de serviços.

Por enquanto, Bolsonaro ainda hesita em dá-los. Teme a reação de seus devotos, todos convencidos de que a partir de agora tudo será diferente. Mas se isso for preciso e feito com discrição…

É o que se verá mais adiante.

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Dona Candinha sobre os últimos acontecimentos na Ágora paraibana:

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PONTO DE INTERROGAÇÃO
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NÚMERO

71

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