Opinião

Férias para 2019

5 de janeiro de 2019 às 11h55 Por Heron Cid

Qualquer brasileiro terá um testemunho muito particular sobre esse truncado e intricado 2018 que passou.

Um ano desafiador, para dizer pouco.

Vi muita gente perdendo emprego e batendo e encontrando portas fechadas de trabalho.

Assisti pessoas se reencontrando consigo mesmas, nas privações.

Encontrei seres humanos saindo maiores de situações de adversidade.

Todos, juntos, olhamos a caravana passar dividida entre esperanças e frustrações.

Para um jornalista da área política, feito o autor do Blog, admito: não foi fácil. E, ao que parece, também não será menos difícil nos próximos.

O ambiente político de muitos e profundos conflitos e quase nenhum consenso torna o terreno da imprensa ainda mais acidentado.

Quem quis prezar pelo mínimo de equilíbrio, precisou andar de olhos fechados numa corda bamba e sem vara para ajudar.

Foi um ano intenso e de uma cobertura política árida.

Se um dia o comentário era sobre um fato negativo ligado ao PT, a pancadaria era certa: militantes petistas partiam para a aquela rasa desqualificação.

Logo, ganhava-se o batismo de fascismo.

Se a crítica era sobre algum, dos muitos excessos do capitão Bolsonaro e seus comandados, haja lombo. Ligeirinho o fascista ganhava o carimbo de esquerdista.

Assim mesmo, sem meio termo. Ou tudo ou nada.

Para quem não enxerga o mundo pelo prisma do preto ou branco, foi punk.

Mas passou. Sobrevivemos.

E já está descortinado esse 2019, um ano de travessia política e econômica, para se referir aos desafios públicos.

Na intimidade pessoal, cada um tem seus projetos e desejos pessoais.

Guardo para esse novo tempo as melhores expectativas e projetos engavetados.

Coisa simples, pretensões do coração, da alma. E que não necessariamente passam por dinheiro e fama, elementos tão efêmeros quanto nossa meteórica passagem por essas pairagens.

Falo de um olhar para dentro e para as coisas que nos movem verdadeiramente.

De permitir um descanso à terra que fertiliza a raiz de nossas vidas.

Por hora, é curtir as férias desse belo e aromático janeiro.

Até a volta, porque esse 2019 vai ser extraordinário. Para mim e meus 35 anos.

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