Opinião

Self service ou a la carte?

4 de janeiro de 2019 às 11h22 Por Heron Cid
Forma como Ricardo vai querer sentar à mesa depende de qual modalidade João pretende servir. E vice-versa.

No Recife (PE), João da Costa, o vice, herdou a Prefeitura de João Paulo, a quem sucedeu no comando da capital pernambucana.

João, o Paulo, depois de reeleito, apoiou o outro João, o da Costa, que arrebatou o posto nas urnas.

João Paulo, pela força que representava, manteve quase todos os seus aliados na estrutura administrativa.

Tinha mais do que influência. Ostentava poder de mando.

Secretários de João da Costa viam pouca autoridade no chefe e despachavam com o ex, a quem achavam que deviam continência.

Nessa áurea, João Paulo não se constrangia de usar o prestígio em seu favor, mesmo que isso custasse o constrangimento do sucessor.

Reza a lenda dos bastidores políticos de lá que isso durou até o dia em que, cansado do clima de pouca autoridade, João da Costa mandou um recado para o padrinho por um secretário e aliado comum:

– Diga a João Paulo que aqui é a la carte. Ele pode pedir tudo que eu sirvo. Mas não é self service, em que ele passa direto no balcão, escolhe e bota no prato.

A história tem características pedagógicas para convivência entre o governador João Azevedo e seu principal cabo eleitoral, Ricardo Coutinho.

A forma como Ricardo vai querer sentar à mesa depende de qual modalidade João pretende servir. E vice-versa.

No self service ou no a la carte?

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