Opinião

Posse de João e hegemonia do PSB

2 de janeiro de 2019 às 11h04 Por Heron Cid
Com faixa no peito de seu ungido, Ricardo leva o PSB ao apogeu político na Paraíba

Representa mais do que uma formalidade administrativa. A posse do ex-secretário João Azevedo no comando da Paraíba, pelas mão do governador Ricardo Coutinho, seu padrinho político, é o símbolo máximo da consolidação do PSB como partido hegemônico no Estado.

Quinze anos atrás, quando Coutinho chegou ao poder em João Pessoa, seria impossível prever que ele, seu coletivo e o PSB chegassem a tanto e varressem, uma década à frente, a força das lideranças incontestáveis da época: José Maranhão e Cássio Cunha Lima, polarização parida do racha do PMDB.

Para alcançar o topo da hierarquia política paraibana, Ricardo se valeu de ambos, em momentos distintos. Com Cássio, em 2010 para derrotar José Maranhão. Quatro anos depois, a aliança com Maranhão no segundo turno bateu Cunha Lima.

Portanto, o significado de 2018 é claro como os raios do sol que nascem primeiro na capital tabajara. João Azevedo, o indicado de Coutinho e o nome do PSB na sucessão de si mesmo, fora eleito sem o apoio formal de nenhuma das duas grandes lideranças de outrora e enfrentando a força emergente do prefeito Luciano Cartaxo, muito útil na recondução de 2014. E em primeiro turno!

O PSB atingiu, ontem, o seu apogeu político na Paraíba. Passou, definitivamente, à condição rara de legenda hegemônica do Estado. Um status que o PMDB chegou a ostentar, por mais de uma década, até ser partido em duas bandas na fatídica convenção de 1998.

Aliás, um episódio que deve servir de caráter pedagógico e vacina aos socialistas. Os grandes grupos, como é o caso do tamanho que atingiram, só são derrotados quando se implodem. A tarefa do PSB é evitar que a história se repita…

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