Bastidores

Por que o movimento feminista precisa fugir da vitimização. Por Mariliz Pereira Jorge

5 de dezembro de 2018 às 12h30
Mexeu com uma, mexeu com todas ()Reprodução/Twitter)

Não dá para dizer que ninguém esperava um efeito rebote do movimento #metoo. Amigos me contam que nunca sabem se, quando e como chegar numa mulher na balada, sem a insegurança de fazer algo que seja considerado inadequado. Por aquela mulher. Com a próxima tudo pode ser diferente. Nem sempre têm certeza de que os sinais são de “já pode beijar”.

A partir de que momento está liberado passar a mão na bunda. Ou uma resvalada marota ao lado do peitinho. Mesmo quando é só papo, ouvi gente receosa de ser enquadrada nas categorias “manterrupting” (quando o homem interrompe a mulher), “mansplanning” (quando explica algo como se só ele soubesse). Sexo? Alguns me dizem que apenas se a iniciativa partir dela.

Dificultar as relações parece uma conta relativamente baixa perto do que vem acontecendo no mercado de trabalho. Numa reportagem da Bloomberg, um consultor de gestão diz que contratar uma mulher, hoje, é “um risco desconhecido”. Essa reação tem a ver com o aumento de denúncias, impulsionadas pelo #metoo, e o efeito prático disso é que empresas de Wall Street têm adotado estratégias que podem tornar a vida das mulheres ainda mais difícil no ambiente corporativo, segundo o site. Entre as medidas adotadas pelos homens, nada de jantar com colegas, não sentar ao lado delas em viagens de negócios, pedir quartos em andares diferentes em hotéis. Chefes têm evitado reuniões a sós com subordinadas.

Vídeo

Secretário de Segurança da PB vê “muita coisa boa” no Plano de Moro


Terapia federal

No auge da sua experiência, Dona Candinha já sabe o que o Governo Bolsonaro mais precisa nesse momento:

"Divã!"

PONTO DE INTERROGAÇÃO
Com quantos deputados a oposição realmente conta na Assembleia?
NÚMERO

65 e 62

Idades mínimas para aposentadoria de homens e mulheres, respectivamente, constante da proposta do Governo Federal para a reforma da Previdência.