Opinião

Um desafio a mais para João

3 de dezembro de 2018 às 10h41 Por Heron Cid
Governar na oposição é um degrau diferenciado a ser suplantado por João Azevedo, sucessor de Ricardo Coutinho, que contou presidentes aliados (Lula e Dilma)

Sob o governo Ricardo Coutinho, a Paraíba teve a rara oportunidade de contar com governador e presidente de sintonia fina e relação política e institucional desobstruída.

A chegada de Ricardo ao Palácio da Redenção coincidiu com a posse de Dilma Roussef no posto mais alto da hierarquia política brasileira.

Do mesmo campo político e partidário, Ricardo e Dilma fizeram parcerias e Brasília abriu-se em recursos e convênios para a Paraíba.

À exceção dos últimos dois anos de Michel Temer no poder, embora até este tenha mantido cronograma de liberação de verbas para obras federais tocadas pelo Estado, como o canal Acauã-Araçagi, por exemplo.

Como gestor, Ricardo teve a oportunidade de gerenciar com parcerias federais. Na Prefeitura de João Pessoa e no Estado.

João Azevedo, governador eleito paraibano, viverá o outro lado da moeda e governará na Oposição, um complicador a mais para um cenário de crise e cobertor curtos em todos os estados.

Diferente de Ricardo, Azevedo pegará a máquina em rédea ainda mais curta. Terá toda a sua criatividade e capacidade gerencial testada com Bolsonaro na Presidência.

Nem adianta imaginar que – a despeito da necessária relação institucional e igualdade de tratamento – o relacionamento dispensado – de parte à parte – será o mesmo do que o registrado no período Dilma-Ricardo. Óbvio que não.

Se Ricardo – com seus méritos – plantou em terreno fertilizado pelas chuvas federais, João enfrentará um ambiente árido. Realidade que exigirá do futuro governador dedicação dobrada para produzir muito no pouco.

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PONTO DE INTERROGAÇÃO
Com quantos deputados a oposição realmente conta na Assembleia?
NÚMERO

65 e 62

Idades mínimas para aposentadoria de homens e mulheres, respectivamente, constante da proposta do Governo Federal para a reforma da Previdência.