Opinião

A oposição no divã: uma questão de ego

13 de novembro de 2018 às 10h33 Por Heron Cid
Cena de "Sessão de Terapia", seriado exibido pelo canal GNT

Passado o tsunami das urnas de 2018, a oposição da Paraíba aproxima-se do divã.

Os principais líderes oposicionistas tentam decifrar a psicologia dos problemas que levaram o grupo ao insucesso e a assistir, de boca aberta, a vitória do terceiro mandato do PSB.

Dias atrás, o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, falou em demora para escolha do candidato. Mas foi ele um dos principais causadores da corda esticada.

Ontem, o prefeito Luciano Cartaxo repetiu a tese. O próprio Luciano também demorou e nunca disse efetivamente que era candidato. Entregou a decisão à oposição.

Já Lucélio Cartaxo, candidato do PV ao governo, apontou a divisão como a maior pedra no caminho.

Cássio Cunha Lima e José Maranhão, por enquanto, estão em silêncio. Ainda refletem sobre o vendaval.

Maranhão de nada pode reclamar. Ele foi, deliberadamente, o estopim do racha, desde o princípio. Cumpriu, portanto, uma estratégia.

Cássio também não. Dentro do PSDB, deixou a coisa correr frouxa. Resultado: nem o partido teve candidato e nem deixou o mais competitivo ser.

O fato é que a oposição tem a falta de unidade como sintoma permanente na sua psiquê. E não é de hoje. 2018 reeditou a divisão de 2014.

E esse dilema nem só Freud explica. O conflito de interesses próprios e o apego a projetos pessoais diagnosticam o nome da patologia: ego.

A terapia já pode começar agora bem antes de 2022 chegar.

Vídeo

Entrevista – Ludgério desabafa: política chegou ao fundo do poço


Em alta

Nem esperou o parecer dos especialistas no tema, Dona Candinha já sabe a profissão que vai ganhar destaque em 2019:

"Motorista!"

PONTO DE INTERROGAÇÃO
Depois da Operação Calvário, em três estados, contra a Cruz Vermelha, qual medida o Governo da Paraíba adotará?
NÚMERO

0,7%

Percentual do aumento sobre o valor do diesel, informa Petrobrás.