Opinião

Redução da máquina deixou de ser discurso, é necessidade

12 de novembro de 2018 às 11h13 Por Heron Cid

A economia mais poderosa do mundo, os Estados Unidos, tem o equivalente a 15 ministérios. Aqui, no nosso debilitado Brasil, já chegamos à marca de 39 na Era do PT, reduzidos a 29 por Michel Temer. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, fala em diminuir para 17.

Não basta porém reduzir pastas. O serviço público federal brasileiro é obeso e proporcionalmente improdutivo.

A hora da dieta é inevitável.

Levantamento divulgado hoje pelo Bom Dia Brasil, da TV Globo, dá a dimensão da fatura e do desafio no caminho do novo governo.

A folha da União paga a 622 mil servidores federais, entre ativos e inativos. Desse total, só 240 mil trabalham.

Gastos com folha de pessoal aumentaram 533% em 20 anos. O custo saltou de R$ 20 bilhões em 1999 para R$ 129 bilhões em 2017.

O pesado acréscimo tem muito a ver com as demandas criadas, literalmente, pela gestação de ministérios para saciar a fome política de partidos e aliados da tal coalizão.

São 23 mil comissionados. Desses, 11 mil sem concurso. Ou seja, gente indicada, um exército político e eleitoral à disposição de quem dá as cartas no Planalto.

Tudo isso só no Executivo. Some-se esse contingente aos excessos nos Poderes Judiciário e Legislativo, com seus anexos, mordomias e infindáveis auxílios e temos aí um buraco sem tamanho para tapar.

Advinha quem paga a conta?

Reduzir essa máquina mórbida e cara é mais do que desafio e meta dos próximos governos, aí inclusos por simetria os estados e municípios.

Não é mais plataforma de candidato ou discurso. É necessidade mesmo e deve ser encarada como política de governo e resposta a um contribuinte que cansou de pagar muito e receber pouco. Ou quase nada.

Passou da hora de uma nova mentalidade do gasto público. Afinal, orçamento não é saco sem fundo. O buraco tem fim. E a paciência do cidadão, também!

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