Opinião

2º turno na Paraíba e as poucas cabeças de fora da toca

23 de outubro de 2018 às 10h23 Por Heron Cid
Romero Rodrigues e Ricardo Coutinho são as duas lideranças que se expuseram no cenário de turbulências e incertezas

Fazia tempo que a eleição estadual na Paraíba terminava no primeiro turno. A surpresa pegou muita gente de calça curta. Tanto que muitos – de todos os lados – estão sem saber lidar direito com um segundo turno restrito à disputa nacional.

A cena estadual somada à beligerância do debate presidencial levaram muitas lideranças proeminentes à opção de se retraírem do front principal e apenas assistirem a caravana passar.

José Maranhão e Lucélio Cartaxo, dois ex-candidatos ao Governo, Luciano Cartaxo, prefeito de João Pessoa, e o senador Cássio Cunha Lima tiraram o time de campo tão logo as urnas de 7 de outubro foram apuradas e não botaram mais a cabeça fora.

Somente duas forças políticas se movimentam abertamente nesse segundo turno paraibano, se dividem e se expõem publicamente.

Ricardo Coutinho, governador do Estado, empunhou a bandeira da candidatura do “companheiro” Fernando Haddad, e não se nega ao combate.

Romero Rodrigues, prefeito de Campina Grande, aderiu a Jair Bolsonaro desde a reta final do primeiro turno. Agora, contrariando a orientação tucana nacional, é a única autoridade de expressão e relevo da política paraibana a fazer campanha cotidiana em favor do capitão.

No mais, pouca gente quis arriscar seu prestígio pessoal em favor de um e em detrimento de outro. O que corrobora o quanto 2018 é uma eleição estranha.

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