Bastidores

Haddad virou figurante em enredo de Bolsonaro. Por Josias de Souza

17 de outubro de 2018 às 09h40
Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) (Paulo Lopes/Futura Press/Valéria Gonçalves/Estadão Conteúdo)

A vida cobra os pecados do PT em prestações: as prisões do mensalão, o impeachment de Dilma, a volta à cadeia no petrolão, a delação-companheira de Palocci, o encarceramento de Lula… Coube a um aliado, Cid Gomes, apresentar a fatura de 2018. Os petistas “vão perder feio” a disputa presidencial, disse o irmão de Ciro Gomes. Perderão “porque fizeram muita besteira” e se recusam a produzir um mea-culpa.

Fernando Haddad buscava alucinadamente um fato novo capaz de encurtar a distância de 18 pontos que Bolsonaro abriu sobre ele no Ibope. Mas a única novidade digna de nota no segundo turno é o desabafo de Cid Gomes. Virou atração instantânea da propaganda de Bolsonaro no horário eleitoral.

Depois das críticas de Cid Gomes, os petistas inocentes que cobram a adesão à ”frente democrática” anti-Bolsonaro ganharam a aparência de virgens de Sodoma e Gomorra. Haddad luta pela Presidência ao mesmo tempo que tem que cuidar da unidade de aliados que fogem do contágio. Deve doer no candidato do PT a ideia de que faz o papel de figurante obscuro num enredo confuso, em que o protagonista é um presidiário e cujo epílogo pode ser Jair Bolsonaro.

UOL

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