Bastidores

Renúncia de Leto agita mares de Cabedelo

16 de outubro de 2018 às 17h48
Em novembro de 2103, Leto Viana assumiu com renúncia de Luceninha, cinco anos depois, prefeito deixa cargo e impõe a próximo prefeito uma ascensão atípica

De repente, o prefeito afastado de Cabedelo, Leto Viana, decide, da solidão do cárcere, renunciar ao cargo que já não exerce há sete meses.

Segundo pareceres de especialistas, o ato obriga a Câmara Municipal a convocar eleições diretas na cidade. Como se sabe, o vice, Flávio Oliveira, morreu do coração meses depois da eclosão da Operação Xeque-Mate.

O cargo, portanto, agora, está vago.

No bojo das intenções de Leto dois desdobramentos.

Jurídico. A defesa do ex-prefeito pretende impedir a subida dos autos para o Superior Tribunal de Justiça, onde as chances são remotas.

Advogados consultados pelo Blog acham que foi um tiro no pé. Já houve decisão do relator no Tribunal de Justiça, João Benedito, pela remessa ao STJ pela presença de acusados com foro especial.

Político. Ao abdicar do cargo, Viana impede eleições indiretas e manobras dentro da Câmara, o que diminui as chances de acordo de vereadores com o prefeito interino, Vítor Hugo.

Com a estratagema, Leto, no mínimo, obriga forças políticas a conversar com seus aliados e fazer concessões.

Mesmo na prisão, de alguma forma quis fazer a sucessão passar pelas suas mãos.

E a fina ironia. O destino do próximo prefeito está selado: tal qual o antecessor, assumirá por conta de outra rumorosa renúncia.

A história se repetindo em Cabedelo.

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