Bastidores

Rejeição a Haddad sobe e vira novo obstáculo para o PT. Por Bernardo Mello Franco

16 de outubro de 2018 às 11h30

O favoritismo de Jair Bolsonaro não é mais o único problema do PT. A pesquisa divulgada ontem pelo Ibope mostra que Fernando Haddad passou a enfrentar um novo obstáculo. Pela primeira vez na campanha, seu índice de rejeição ultrapassou o do adversário.

De acordo com o levantamento, 47% dos eleitores descartam votar no petista. Isso significa que a rejeição a Haddad disparou nos últimos dias. Na véspera do primeiro turno, o índice era de 36%.

No caso de Bolsonaro, deu-se o inverso. Pelos números do Ibope, 35% dos eleitores não admitem votar nele “de jeito nenhum”. Na pesquisa anterior, o capitão era rejeitado por 43%.

Os petistas associam a maré contra Haddad ao bombardeio de fake news nas redes. O petista tem sido alvo de uma onda de ataques abaixo da cintura. Já foi acusado até de defender o incesto, em postagem do bolsonarista Olavo de Carvalho.

A artilharia produziu efeito, e o petista teve que ir para a defensiva. Ontem ele levou a mulher e os filhos para a TV, num esforço para rebater a ideia de que seria um inimigo da família tradicional.

Com o TSE de braços cruzados, Bolsonaro colhe os frutos da ofensiva virtual. Segundo o Ibope, ele abriu uma vantagem de 42 pontos entre os evangélicos. No contingente, sua vitória sobre Haddad seria um massacre: 66% a 24%.

A esta altura, reconquistar estes eleitores parece uma missão quase impossível para Haddad. Ainda mais com as máquinas das maiores igrejas neopentecostais, como a Universal de Edir Macedo, atuando abertamente para o capitão.

O Globo
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