Bastidores

Os fanáticos do bolsonarismo têm de começar a se preocupar. Por Reinaldo Azevedo

16 de outubro de 2018 às 11h00
O deputado federal e pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), antes de sabatina promovida pelo jornal Correio Braziliense - Pedro Ladeira - 06.jun.2018/Folhapress

A pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira deixa poucas esperanças de que o petista Fernando Haddad possa reverter o quadro. Jair Bolsonaro (PSL) aparece com 59% dos votos válidos, contra 41% do petista.

Quando se leva em conta o eleitorado total, o candidato do PSL marca 52%, contra 37% de seu oponente. Dizem que pretendem anular seu voto 9% dos entrevistados, e 2% não souberam responder. O bom senso aponta que caberá ao PT e às forças que rejeitam a alternativa Bolsonaro um esforço para diminuir a diferença. Imaginar que ela possa ser revertida em 12 dias, convenham, corresponde a colocar a esperança acima de todas as circunstâncias objetivas.

Os eleitores de Haddad certamente não vão gostar de ler o que escrevo. Os de Bolsonaro estão tão embevecidos pela vitória iminente que não estão nem aí. E, ora vejam, deveriam, a esta altura, os mais fanáticos, ser os mais preocupados.

Acreditem: saber ganhar pode ser mais difícil do que saber perder. E, justiça se lhes faça, os petistas aprenderam a perder até uma eleição que já estava ganha: Dilma Rousseff deixou a Presidência, tangida pelo impeachment, sem trauma nenhum. Ou alguém viu luta armada na rua ou as metralhadoras do Foro de São Paulo? Não consta.

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